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Conteúdo no Branding Digital: o inspirador case Comidinhas da Diana

31 de outubro de 2017

No branding, estratégias e teorias ajudam muito, mas não há nada como contar histórias reais inspiradoras que têm o posicionamento de imagem – intencional ou casual – como grande trunfo do sucesso. Poder aprender com os cases alheios (nunca copiando, por favor! apenas aprendendo e levando as dicas para o seu universo) garante um caminho mais curto e eficiente rumo a suas metas. E, pode apostar, é possível tirar ensinamentos mesmo de negócios aparentemente 100% diferentes do seu. Valores, métodos e hábitos de base, no branding, são surpreendentemente semelhantes nos mais diversos mercados.

O case deste post merece toda a sua atenção no que diz respeito a comunicação digital. A marca surgiu de um interesse/necessidade pessoal da fundadora, encontrou um público com os mesmos interesses/necessidades e com base sobretudo no bom senso traçou e vem traçando uma caminhada repleta de acertos e ótimos resultados. O perfil Comidinhas da Diana, criado por Fernanda Fontoura em 2015, mostra pratinhos balanceados (e lindos) + receitas para crianças desde a introdução alimentar. Em dois anos e meio, ela já soma quase 200 mil seguidores: e vale reforçar que são seguidores reais, interessados e engajados (pois números digitais, hoje em dia, nem sempre têm esse lastro). Da marca digital fortalecida, surgiu a ideia de vender livros físicos, que foram criados, produzidos e até bem pouco tempo atrás enviados pessoalmente pela autora. O resultado? Mais de 30 mil unidades comercializadas e um faturamento que, segundo palavras da Fer, “mudou a vida”.

Como o case Comidinhas da Diana seria um dos apresentados nesta manhã durante o encontro Amo Branding – módulo Branding nas Mídias Digitais, bati um papo com ela para ter mais detalhes e o resultado dessa conversa deliciosa você lê aqui embaixo. Acredite: a sua necessidade de conteúdo é também o desejo de conteúdo de outras pessoas. “Escreva o livro que você quer ler” é sempre a melhor definição sobre criação de marcas de conteúdo! Inspire-se…

Comdinhas da Diana

Você conta que sempre gostou de cozinhar, mas isso se tornou sua marca depois do nascimento da sua filha. Por que resolveu compartilhar esse conteúdo na internet, como surgiu o Comidinhas da Diana?
Tudo começou porque eu mesma me surpreendia com o quão bonitos ficavam os pratinhos da Diana. Comecei compartilhando no meu perfil pessoal e, como ficava cada vez mais frequente, me preocupei que talvez meus amigos e familiares que não estivessem nessa mesma fase da vida pudessem se incomodar com uma abordagem frequente. Foi quando decidi criar um perfil exclusivo para as comidinhas da Diana.

Existe uma frase que diz “Escreva o livro que você quer ler.”. Você acredita que esse foi o ponto de partida e o segredo do sucesso da sua marca?
Para ser muitíssimo sincera, até hoje me surpreendo com a proporção que o Comidinhas da Diana tomou. Não havia a intenção de ser uma marca e muito menos ser uma marca de sucesso. Foi realmente muito desproposital compartilhar a alimentação da minha filha. Acho que minha consciência de que poderia ser algo comercial foi quando a primeira loja entrou em contato para uma parceria. Acredito que ali comecei a pensar nisso.

O primeiro livro também foi uma aposta pessoal, na qual você embarcou e investiu em um projeto independente. Havia a demanda dos seus seguidores para o produto ou foi uma iniciativa pessoal? De onde veio o pontapé para desenvolver o projeto por sua conta?
A ideia do livro partiu dos seguidores da época, pois o Comidinhas da Diana não tinha a pretensão de ser fonte de receitas, apenas de inspirar as pessoas através dos pratinhos – mais forte objetivo ainda hoje. As receitas foram consequência do conteúdo postado. Apostei no primeiro livrinho sem sequer ter verba para produzi-lo. Abri a pré-venda e foi um sucesso: em 4 dias eu tinha vendido o primeiro milheiro e pude então pagar os custos.

Boa parte do conteúdo dos livros pode ser encontrada gratuitamente nas suas redes e isso jamais impediu que eles fossem um fenômeno de vendas. Quanto deste resultado você credita ao fato de ter criado uma marca forte, com posicionamento bem alinhado e sobretudo relacionamento com seu público?
Esse é o forte do Comidinhas da Diana e o que mais me dá resultado: o compartilhamento gratuito do conteúdo. Isso porque a receita compartilhada permite que as pessoas testem e comprovem que de fato são fáceis e gostosas, que agradam bebês, crianças e adultos. Os seguidores então desejam ter o material com as receitas impressas pela facilidade de ter sempre à mão. Além disso, por todo o conteúdo que eu compartilho com o intuito de melhorar a alimentação das pessoas, elas acabam tendo empatia e gratidão pelo meu trabalho – e adquirem os livrinhos até como agradecimento, incentivo e apoio. Acredito que seja uma troca muito positiva para ambas as partes!

Você parece ser do tipo que “joga nas onze posições”! Suas imagens são lindas e esteticamente caprichadas, o conteúdo é super bem cuidado, você interage diariamente com seus seguidores e cuida pessoalmente do envio dos milhares de livrinhos vendidos. Acredita que este controle em cada etapa ajuda no fortalecimento da marca?
Há pouco tempo comecei a ter ajuda na logística dos pedidos, considerando a demanda que cresce, mas até onde consegui sempre fiz tudo sozinha. A parte do instagram realmente não vejo como terceirizar: é muito a minha rotina e a nossa vida mesmo. Os pratinhos são postados quase que em tempo real e tenho muito prazer no que faço. A terceirização perderia toda a essência de mostrar a nossa casa, a nossa cozinha. Percebo que as pessoas valorizam esse empenho e dedicação e é um fator positivo: saber que fui eu mesma que embalei o pedido traz todo um carinho extra.

Sei que além dos livros dá cursos e palestras também. Quais são hoje as fontes de faturamento da marca?
O faturamento principal fica por conta da venda dos livrinhos. Os cursos e palestras ainda são eventuais porque demandam disponibilidade de tempo que ainda preciso gerenciar melhor.

Cada aspecto é impecável. Quanto de estratégia de branding e quanto de “apenas o bom senso” existiu no seu processo de construção de marca?
Nunca tive assessoria de branding e foi tudo no feeling mesmo: percebo o que as pessoas gostam, tomo muito cuidado em não interferir na área dos profissionais da saúde (e com isso tenho total apoio e indicação deles), dedico-me ao conteúdo frequente e à imagem, que são caseiras e de celular mesmo, mas com um cuidado.

Quais os próximos passos da marca Comidinhas da Diana, o que podemos esperar?!
Em breve lançarei meu aplicativo e os planos futuros incluem o lançamento de um novo livro no primeiro trimestre de 2018, além de um canal no Youtube com produção bacana. No mais, muitas receitinhas novas e conteúdo de qualidade.

Comdinhas da Diana
Fer Fontoura e os livrinhos com a marca Comidinhas da Diana

Muito obrigada por dividir sua experiência aqui, Fer! Que o Comidinhas da Diana (link para o insta aqui!) continue nos inspirando mais e mais.

 

p.s. E dia 21.11 tem o último módulo dos encontros Amo Branding neste ano, com o tema “Por Quê: o Propósito de Sua Marca”. Vamos conversar sobre a importância do autoconhecimento na construção de um posicionamento de imagem, com cases reais de marcas e profissionais que usam o propósito como ponto de partida do branding e têm na alma seu melhor segredo de sucesso. As inscrições começam no dia 6.11 no link http://ale.ag/amobranding17.

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Para marcas e produtores de conteúdo: por que você precisa de um programa de afiliados!

23 de fevereiro de 2017

Algumas práticas digitais ainda são extremamente sub-aproveitadas no Brasil. É o caso da newsletter, por aqui tão ligada ainda a uma mera prática de spam, e o caso dos programas de afiliados. Uma explicação breve e didática sobre eles: trata-se de uma espécie de plataforma que une influenciadores e empresas, de modo que a cada venda é gerada uma comissão percentual a ser paga a quem recomendou aquele produto ou serviço. Ou seja, você linka em seu blog um determinado livro, por exemplo, e a cada exemplar comprado por meio daquele link da sua recomendação receberá um valor x. Simples e um verdadeiro ganha-ganha, já que a empresa ganha ajuda na divulgação e o influenciador ganha um estímulo para compartilhar suas dicas espontâneas. Note como ninguém sai perdendo, já que ação e consequência é que ditam o valor a ser pago. Nos Estados Unidos, vale pontuar, tem muito blogueiro de nicho (com audiências nada estratosféricas!) ganhando valores que chegam a cinco e até seis dígitos mensais. Sim, dígitos em dólar.

programa de afiliados
imagem carrinho de moedas via Shutterstock

A edição de março da Vogue inglesa traz uma matéria sobre influenciadoras de moda que aponta este formato como um destaque comercial para todas elas. O texto (veja na imagem abaixo) explica como surgiu o RewardStyle, programa pioneiro na área e usado pelas principais blogueiras: Amber Venz Box trabalhava como personal stylist e tinha parte de seu faturamento proveniente de comissões nas compras de suas clientes quando resolveu lançar um blog para compartilhar as dicas. O que ela não previra é que o blog canibalizaria seus ganhos, já que as clientes encontravam ali as dicas e fechavam as vendas logo em seguida, online mesmo. Sem passar pelas lojas físicas, o processo de comissão não era registrado. Foi quando ela teve a ideia de levar para o digital o mesmo raciocínio dos percentuais pagos por recomendação. Bingo!

influenciadoras vogue inglesa
imagem reprodução Vogue UK | março/2017

Seja você um produtor de conteúdo, o programa de afiliados deve ser fortemente considerado como uma fonte passiva de renda – ele apenas gerará comissões em cima de conteúdo que você compartilharia de qualquer maneira e o seu resultado é que determinará seu faturamento. Acaba, assim, a chance do ROI negativo, que é quando o investimento de uma empresa em seu blog não dá retorno ao contratante – o que acaba sendo também prejudicial para sua marca pessoal. Mas se você é uma marca de produtos e/ou serviços, saiba que aderir a este formato é indispensável para sua comunicação, divulgação e até mesmo posicionamento. Empresas que estão preparadas para este atual universo digital largam na frente e recompensar quem pode servir de porta-voz de seu negócio faz com que ele tenha cada vez mais alcance de qualidade.


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Como contratar influenciadores reais para sua marca

2 de fevereiro de 2017

O papel dos influenciadores digitais é, em 2017, conhecido e reconhecido. Donos de marcas já entendem a importância desta mídia tão nova, mas, ao mesmo tempo, tão certeira na hora de divulgar suas empresas e produtos. Mas quem vê número de seguidores não (necessariamente) vê engajamento real e é aí que mora o perigo! Para que uma ação tenha resultado – em vendas ou em conhecimento de marca – é preciso ter em mente que nem todos os números são de fato reais. Como contratar influenciadores sem errar nem ter efeitos aquém do esperado?

como contratar influenciadores

Nos workshops AG Branding para Blogueiros, é sempre explicada a importância de ter seguidores reais, em números que crescem organicamente. A tentação de colecionar muitos Ks existe e está por toda parte; abrir mão das inúmeras “propostas irrecusáveis” de aumentar seu alcance às vezes te faz parecer o único que vai ficar para trás em relação a seus concorrentes.

followers

Perfis de todos os tipos do instagram recebem estas propostas semanalmente; os nomes dos vendedores foram apagados para não compartilhar suas identidades, pois se há a demanda não há como culpar a oferta – e cada um tem livre arbítrio para decidir o que julga melhor para suas compras e vendas (o post NÃO faz um julgamento de valor, apenas expõe o funcionamento digital para ajudar a quem precisa tomar decisões e medir expectativas de resultados!).

Hoje há, inclusive, muitas empresas que maquiam a venda de seguidores chamando de “divulgação de perfil” ou prometendo “seguidores reais” e existem casos de pessoas que compram sem nem saber que estavam fazendo algo errado. Mas se você, influenciador, caiu nessa, a recomendação é que até recomece do zero. Programinhas que aumentam números, pacotes de likes e esquemas de follow-unfollow já são claramente identificados por quem é da área e sua marca acaba ficando prejudicada. O único crescimento autêntico é o orgânico. Mas o post hoje é voltado para as marcas que desejam contratar influenciadores – e em como elas podem identificar números irreais*.

* Por números irreais, entenda que existem perfis fake criados apenas para inflar números de contas. São geralmente criados de forma automática e não há, então, pessoas por trás deles. São apenas números – e números não curtem, não comentam, não consomem. Por essa razão, se diz que são irreais, já que não representam um alcance real!

PROPORÇÃO SEGUIDORES X ENGAJAMENTO
A primeira maneira de identificar seguidores era observando a proporção entre eles e o número de likes em cada foto. A média mínima é de 1% de engajamento – o que significa que uma conta com 10k terá cerca de 100 likes por imagem postada. Há variações: claro que algumas imagens podem não alcançar essa média, mas elas serão uma exceção e não uma regra – da mesma forma que outras postagens poderão ter engajamento proporcional bem acima do 1% mínimo. Este é o primeiro ponto ao se analisar um perfil.

OS PACOTES DE LIKES (VAZIOS)
Como a relação seguidores X likes se tornou conhecida, o próximo passo das empresas de “assessoria para instagram” foi incluir pacotes de likes em seus produtos automatizados. Sim, isso signfica que a cada foto postada há a garantia de curtidas mínimas. Esse pacote é facilmente notado quando você clica na lista dos perfis que curtiram: muitos estrangeiros, vários com @s em códigos, todos visivelmente nomes que não fariam parte do grupo de interessados reais naquela postagem (pela descrição, pode parecer algo subjetivo, mas é bem fácil de identificar). Em boa parte das vezes, o pacote de curtidas sobe de uma só vez, fazendo com que perfis não tão grandes acumulem em minutos algumas centenas de likes – o que seria incompatível organicamente. Engajamento hoje deve observar comentários (embora infelizmente até estes já estejam disponíveis para venda e/ou esquema de trocas em grupos).

pacotes de likes

FOLLOW-UNFOLLOW
Uma técnica bastante usada por programas que automatizam os números é seguir milhares (literalmente) de perfis, geralmente na madrugada, para conseguir a contrapartida – o famoso “segue de volta”. Por isso, vale observar se a lista de contas seguidas acumula muitas dezenas de milhares de perfis e/ou se segue muitas pessoas como as citadas na imagem acima, sem nenhuma ligação aparente com o interesse real da @. Outra maneira fácil de identificar é a variação constante: numa noite o perfil segue 500 contas; na manhã seguinte está seguindo 3k; mais adiante, retorna a seguir 1k. Toda e qualquer variação que parece impossível de ser feita por um humano geralmente é efeito de automatização.

seguindo
que tal seguir 212k perfis?!

INFLUENCIADORES DE NICHO
Por fim, um tópico que não tem ligação com os esquemas de números automatizados, mas que também deve ser levado em conta pelas empresas ao escolher representantes digitais: um perfil de 5k pode dar muito mais resultado que um de 500k em alguns casos. Como?! Imagine que o anunciante é um pet shop do bairro X. O perfil de 5k tem conteúdo voltado apenas para dicas daquela região, enquanto que o de 500k fala de assuntos que o trazem seguidores espalhados por todo o Brasil. Dessa forma, entende-se que 100% da audiência do perfil 5k é formada por consumidores em potencial do tal pet shop, porcentagem infinitamente superior a do perfil 500k. Principalmente se sua empresa é de nicho – por região, por mercado, por público-alvo – e pequena/média, isso deve ser levado em conta!

Mais uma vez vale resssaltar que este post não faz julgamento a quem opta por comprar – ou vender – números. Todos os negócios existem porque há demanda e oferta e o mercado é verdadeiro culpado, pois induziu a isso quando passou a medir influenciadores meramente por seu número exibido de seguidores. O foco deste texto é ajudar a empresas menores, que nem sempre conhecem os mecanismos digitais, a investirem em parcerias que de fato venham a trazer os resultados esperados.


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