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Um pouco de branding para o seu business

15 de junho de 2014

“Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. Foi mais ou menos essa a sensação quando tirei uns dias para estudar branding – relendo textos meus e também de outras referências de livros e blogs internet adentro – e vi que, para quem escreve e dá consultoria sobre esse tema, eu andava papando mosca. Fiquei mais aliviada em ver que não é só comigo (esse post, de uma blogueira-consultora, fala exatamente sobre a mesma auto-deficiência e sobre como ela enxergou a necessidade de seu auto-rebranding) e percebi que, quanto mais mergulhadas estamos em um assunto, mais difícil pode ser aplicá-lo em causa própria. Enfim, enquanto acerto arestas por aqui, resolvi enumerar alguns pontos bacanas que podem ser úteis para todos, sejam donos de pequenos negócios, blogueiros ou simplesmente pessoas que têm nas mídias sociais um aval relevante de suas carreiras.

branding pequenos negócios

NÃO TEMA O REBRAND
Por “rebrand”, entenda uma espécie de reposicionamento de sua marca. Muita gente morre de medo de rasgar o papel e começar tudo de novo, outros tantos acham que experimentar e testar é coisa de inexperiente e há ainda quem pense que mudar de ideia é para os fracos. Eu, que cresci ouvindo da minha mãe que “só os tolos não mudam de ideia”, provo por A + B que é maravilhoso aprender com os erros e recomeçar. Como se fosse uma agenda branca do dia 1º de janeiro. Se você percebe que seu negócio, seu conceito ou até sua personalidade não combinam mais com o que você vem fazendo – e que provavelmente por isso o rendimento não é dos mais satisfatórios – sente e trace um plano de ação. Busque referências novas, incremente seu repertório, rasgue sem dó os rascunhos velhos e repense do zero. Mantenha o que ainda faz sentido, agregue o que passou a fazer sentido, ligue o liquidificador e boa sorte!

O TAL DO FOCO…
Branding, você leu aqui, é basicamente contar uma história. E uma história bem contada precisa de coerência, de sentido, de continuidade… de foco! Quando mais específica e bem-alinhavada for sua sinopse, maiores suas chances de sucesso. Ter vontade de vender para todos os públicos é compreensível; sentir desejo de fazer um monte de coisas diferentes, também! Mas, sim, é preciso focar ao máximo na hora de planejar, de traçar a estratégia, de montar a planilha, de pensar em público-alvo, assunto principal ou modelo de comunicação. Isso só vai te ajudar.

UM POUCO DE DESIGN BRANDING
Se puder investir nos serviços de um bom designer para criar seu padrão de imagens, faça! Um profissional vai além de questões estéticas e pode traduzir em fontes, cores e layouts exatamente a historinha que você quer contar com sua marca – a definição inicial de branding, lembra? Mas se ainda não tiver orçamento para isso, nada de se desesperar. Siga a ideia de “menos é mais”, aposte no simples e cuide você mesmo do primeiro beabá: criar um padrão, definir duas ou três fontes e duas ou três cores e se apegar a isso como uma regra inviolável é um ótimo ponto de partida. Links úteis? A definição (em inglês) de como criar um guia de estilo para seu blog (que serve também para sua marca, seu negócio ou qualquer outra finalidade estética), um site para pesquisar e baixar boas fontes gratuitas e meu lugar favorito para comprar algumas das minhas fontes mais exclusivasgasta-se um pouco, mas há a vantagem de garantir uma estética menos onipresente! Lembre-se sempre que um design branding bem feito é o que faz a gente saber que está lendo uma Vogue sem ao menos ver a capa, apenas por conta de tipografias e afins.

PADRONIZE
A questão do foco e da estética também entram na ideia da padronização – e ganharam tópicos exclusivos acima. Mas não é só aí que entra o padrão. Usar uma mesma definição curta e objetiva e uma mesma foto em todas as suas mídias sociais – e não trocá-la a cada nova boa selfie conquistada! – ajuda a fortalecer sua imagem, literalmente falando. No caso de ferramentas que pedem fotos de capa, como Twitter e Facebook, também vale apostar em uma única para todos. Por falar em padrão e em mídias sociais, leve a ideia da coerência também para elas. Não há vitória maior em termos de branding do que ter a marca – pessoal ou profissional – reconhecida apenas pelo estilo de escrita, de layout ou de foto.

imagem-base: blog.ahrefs.com


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Cinco dicas para prestadores de serviço

24 de outubro de 2013

Estou em fase de organização de evento – no caso, o batizado da minha filha – e, em se tratando de eventos e viagens, sou do tipo que prefere fazer tudo pessoalmente, sem intermediários. Juntando meu olhar de administradora com minha necessidade de cliente, fui fazendo anotações mentais de tudo que me atrai – ou me repele – no que diz respeito a prestação de serviços. E resolvi compartilhar aqui, para unir mais opiniões e, quem sabe, montar um roteirinho comunitário útil para quem trabalha nesta área! O que é válido saber…

Conceição Bem-casados
(imagem: site Conceição Bem-Casados)

>> Vivemos uma era conectada, na qual tudo acontece em tempo real. Fornecedor que responde e-mails rapidamente ganha muitos, muitos pontos. Já aquele que só ressurge dois, três (ou mais) dias depois tem grandes chances de chegar depois dos martelos já batidos. E, assim, perder a chance de ganhar o cliente.

>> É importante entender que cada cliente tem um perfil: há quem ame uma reunião, há quem prefira tratar por telefone e há muita gente que gosta de adiantar o máximo possível via internet mesmo. Tenha a sensibilidade de captar a intenção, respeite-a e adapte-se a todos estes tipos. Não há nada mais chato do que querer marcar uma reunião pessoalmente antes de qualquer preview de orçamento se o cliente tem um perfil mais online.

>> Quase na mesma linha do item acima, respeitar o gosto e as preferências gerais do cliente também é fundamental. Não importa se por budget, se por prioridades ou por gosto mesmo, há quem deseje exageros e quem prefira simplicidade. Como especialista, você até pode dar orientações, mas jamais tente guiar um cliente por um caminho oposto ao desejado apenas com base na sua própria opinião.

>> Há de existir uma razão para, ainda em 2013, empresas e prestadores de serviços não terem um site completo e atualizado, com VALORES à mostra. Sim, há de existir, mas eu não entendo! Acho que preços ao alcance de uma primeira pesquisa sempre ajudam a todos os envolvidos – agilizam, poupam energia e tempo. Quanto mais opções de produtos/serviços amplamente descritos e completos, melhor!
Se o seu preço pode espantar um cliente, entenda que isso vai acontecer antes ou depois. Já o contrário – o cliente que descobre na pré-pesquisa que, diferentemente do que pensava, seu produto cabe no orçamento dele – só vai te garantir pedidos que talvez não chegariam nem a ser orçados!

>> Palavrinha mágica: organização. É ela que dá o tom na limpeza no site, na agilidade da comunicação, na compreensão do pedido/desejo/intenção do cliente. É ela que deve ser passada, como um mantra, para todos da equipe.

E vocês? O que levam em conta – positiva ou negativamente – na hora de contratar serviços como flores, doces, buffet, lembrancinhas etc?! Compartilha aqui nos comentários?!

editorial Constance Zahn
(imagem: editorial Open House Constance Zahn)


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