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Para empreendedores: a importância da inovação incremental

18 de dezembro de 2014

Se você está em busca de um novo negócio – seja uma marca, um blog ou uma empresa de qualquer área –, pode ter, em algum momento, empacado em uma impressão de limitação: como inovar e criar algo de fato diferente, algo que nunca tenha sido criado? Ou, falando mais especificamente de branding, como posicionar minha marca com um conceito único e autoral?

inovação incremental

Não, não dá pra fazer o que já está sendo feito, da mesma maneira que é feito, no exato formato que faz sucesso sob outra direção. Se seu negócio for um exato copy and paste de algo que já existe (e que já é conhecido e já tem público), por que exatamente alguém consumiria o seu? Muito importante dizer que, sim, o mercado de genéricos existe em todas as áreas, de remédios a itens de luxo, mas ele se sustenta única e exclusivamente por uma vantagem de preço – e, por conta disso, pede grande escala para fechar a conta. Se este não é o seu caso, criar e posicionar a marca será fundamental para garantir clientela e preferência.

Voltando à ideia de criar algo novo: não é pessimismo dizer que tudo já foi feito. E que resta muito pouco espaço – se é que resta algum – para inventar um conceito 100% inédito e revolucionário. A boa notícia? Inovação incremental, guarde este conceito!
{definição: não inventa nada do zero, mas sim melhora processos e tecnologias já existentes, criando um produto ou serviço único}

Se encha de repertório, veja tudo que estão fazendo de mais bacana, use as técnicas de benchmarking (em didatiquês, algo como buscar o melhor de várias fontes distintas e juntar em uma só ideia). E, principalmente, veja o que estão fazendo de ruim, o que merece correções, o que tem espaço para melhorias. Coloque tudo isso no liquidificador, adicione um toque seu-só-seu e pronto: você terá um negócio que faz sentido, que tem espaço no mercado atual e que provavelmente tem demanda. Sem precisar ter a ideia mais inovadora do planeta!
importante: incremente de fato! O maior erro de alguns empreendedores é achar que o seu igual é melhor simplesmente por ser seu. Não esqueça que o concorrente pioneiro tem tempo, clientela e o próprio pioneirismo como vantagens. Para se sobressair é importante ter sua própria marca-registrada, essa sempre única e insubstituível!

RCUA

p.s. um livro que amo e que fala sobre estes conceitos de roubar e aprimorar ideias (de uma forma honesta e leal!) é o Roube Como Um Artistafalei sobre ele neste post.

imagem: Sprengben [why not get a friend] via photopin cc


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Cinco lições de branding para pequenos negócios

22 de outubro de 2014

Pode ser um consultório, uma pequena empresa, um escritório de serviços, um e-commerce: todos os pequenos negócios precisam criar e fortalecer uma marca própria para ter destaque em sua área. Devemos apagar aquela ideia de que, pra crescer e aparecer, é preciso fazer um evento para 500 pessoas, gastar no mínimo 50 mil reais em Google Ads ou investir fortunas num projeto audacioso (convenhamos, que pequena empresa tem fôlego pra esses investimentos propostos por muitas consultorias?!). O mais eficiente – e com resultados mais imediatos –, muitas vezes, está no mais simples e no mais acessível. Não dizem que Deus está nos detalhes?! Eis cinco palavrinhas para prestar atenção na hora de cuidar da sua marca…

branding para pequenos negócios

FOCO
Um ou, no máximo, dois. Seu negócio deve ter foco(s) bem, bem definidos na hora de se apresentar como marca. Nichos bem específicos aumentam a chance de conquistar um título de especialista naquele universo – o que, sem dúvidas, garante um posto quase à prova de concorrência.

EXCELÊNCIA
Uns mais, uns menos, mas me arrisco a dizer que TODOS os mercados são concorridos hoje em dia. E, nesse mar de concorrência, não existe mais espaço para amadorismo. Buscar a perfeição como meta é ponto de partida para uma marca forte – uma boa inspiração é a história do japonês Jiro (#amo!), que você lê neste post aqui.

REFERÊNCIAS
Sem saber exatamente qual marca você quer comunicar para seu negócio? Busque inspirações, referências, nomes e exemplos que você admira. Não para copiar, mas para entender o que é prioridade para você, quais os seus valores e que caminho de fato te representa.

CONSULTORIA ESPONTÂNEA
Muitas vezes, seu melhor produto surge quando você se dispõe a ouvir, de verdade, seu cliente em potencial. O consumidor sabe o que quer consumir e, por isso, muitas vezes ele é seu melhor consultor!

MARCA PESSOAL
O branding pessoa física está longe, muito longe, de se limitar a uma questão física de aparência e estilo – embora tudo conte no placar final, claro! O que você fala, como fala, suas opiniões e sua presença online precisam ser coerentes com todo o resto. Lembre sempre que ações contam mais do que palavras na hora de comunicar uma marca.

NOTÍCIAS SOBRE OS WORKSHOPS AG BRANDING…
* Em São Paulo, a última edição do ano acontece neste sábado (25.10). Consegui, aos 45 do segundo tempo (!!!), algumas vagas extras na turma – que terá agora até 35 participantes – e as últimas estão disponíveis para incrições até amanhã (23.10). Mande seu e-mail para inc@alegarattoni.com.br e garanta uma delas!

* No Rio, estou reunindo indicações de lugares possíveis e, na próxima semana, vou em busca disso. Se tudo der certo, organizarei uma turma carioca no fim de novembro.

* Em 2015, novos temas e novas edições estão nos planos. Também vou adorar levar para mais cidades e estudo a possibilidade de disponibilizar a opção de transmissão online para quem está longe. Aguardem!

Imagem lastquest via photopin cc


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Branding no atendimento ao cliente

2 de julho de 2014

Quando se pesquisa sobre branding, muito se encontra sobre design branding. A um ponto em que muitas pessoas talvez liguem esta palavrinha apenas a questões estéticas de layout, logo, papelaria etc. Mas é muito, MUITO importante saber que uma estratégia de branding está acima e além disso: toda e qualquer comunicação – oral ou escrita, em imagens ou palavras – atende à necessidade de comunicar o que sua marca é. E se comunicar em tudo que faz é o verdadeiro ponto de partida quando se trata deste tema.

tópicos de branding

O foco do post de hoje é em torno do que um atendimento (bom ou ruim) pode passar de mensagem para o consciente e/ou subconsciente de seu cliente. Sim, é quase subliminar, mas uma demora na resposta, por exemplo, pode transparecer uma ideia de desorganização. Da mesma forma que a transparência máxima (com todas as informações ao alcance de uma pesquisa básica) no pré-venda passa segurança e a mensagem de que a empresa é confiável. Ainda que o cliente não tenha tais impressões em um nível consciente, pode ter certeza que tudo isso influenciará não só a compra, mas também a fidelidade e a recomendação futura para outros possíveis clientes – meta universal, né?!

#lovebranding

COERÊNCIA E CONSISTÊNCIA + FOCO
Sua empresa até pode, sim, vender suco de laranja, lençóis e batons sob uma mesma marca. Embora focar em um nicho específico facilite (e muito!), a diversidade não necessariamente é um problema. Mas tente, na medida do possível, linkar tudo isso de alguma forma, em uma comunicação única. E busque esse “algo em comum” capaz de linkar um lençol a um suco de laranja de modo a fazer dele a sua linha de divulgação, sua especialidade.

SEMPRE A POSTOS
Tem algo pior do que se sentir jogada às traças quando se tenta contato com uma empresa? Qualquer um acaba fugindo de marcas que parecem querer dificultar a venda – “se é assim no pré, imagina na necessidade de um pós” é a mensagem subliminar que se passa.

LIMITE DE EXPOSIÇÃO
Sites, blogs, instagram, Facebook, Pinterest… são infinitas as possibilidades de vitrines atuais (e abrir mão de algumas delas parece um erro gravíssimo à primeira vista). É verdade que uma maior variedade de mídias sociais tende a ajudar. DESDE QUE a empresa consiga atender a todas. Só tem uma coisa mais grave do que deixar de responder um cliente: deixar de responder um cliente em público na internet, sob os olhares de outros tantos clientes em potencial! O limite da sua exposição deve ser aquele que você dá conta de atender de verdade.

O QUE VOCÊ VENDE?
Pode parecer a coisa mais óbvia do mundo, mas nem todas as empresas deixam claro. Disponibilize seu cardápio completo, didático, explicado. Se for um produto ou serviço com preço fixo, mostre-o. Por favor, mostre o que você está vendendo, não faça o cliente ter que bancar o adivinho antes de decidir se tem ou não interesse. Para quem costuma esconder estas informações com medo do concorrente ter livre acesso a elas, uma dica: se um concorrente quiser conhecer seu cardápio, ele dará um jeito de fazê-lo e nada o impedirá!

TEMPO É EXCELÊNCIA
Se por anos e anos o ditado popular resumia que “tempo é dinheiro”, provavelmente nesta realidade 2.0 ele será editado para “tempo é excelência”. Agilidade nas respostas, agilidade nos pedidos, agilidade no objetivo de surpreender o cliente. Nada passa mais confiança e profissionalismo do que uma resposta em tempo real!

{imagens via Pinterest}


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