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Cinco lições de branding para pequenos negócios

22 de outubro de 2014

Pode ser um consultório, uma pequena empresa, um escritório de serviços, um e-commerce: todos os pequenos negócios precisam criar e fortalecer uma marca própria para ter destaque em sua área. Devemos apagar aquela ideia de que, pra crescer e aparecer, é preciso fazer um evento para 500 pessoas, gastar no mínimo 50 mil reais em Google Ads ou investir fortunas num projeto audacioso (convenhamos, que pequena empresa tem fôlego pra esses investimentos propostos por muitas consultorias?!). O mais eficiente – e com resultados mais imediatos –, muitas vezes, está no mais simples e no mais acessível. Não dizem que Deus está nos detalhes?! Eis cinco palavrinhas para prestar atenção na hora de cuidar da sua marca…

branding para pequenos negócios

FOCO
Um ou, no máximo, dois. Seu negócio deve ter foco(s) bem, bem definidos na hora de se apresentar como marca. Nichos bem específicos aumentam a chance de conquistar um título de especialista naquele universo – o que, sem dúvidas, garante um posto quase à prova de concorrência.

EXCELÊNCIA
Uns mais, uns menos, mas me arrisco a dizer que TODOS os mercados são concorridos hoje em dia. E, nesse mar de concorrência, não existe mais espaço para amadorismo. Buscar a perfeição como meta é ponto de partida para uma marca forte – uma boa inspiração é a história do japonês Jiro (#amo!), que você lê neste post aqui.

REFERÊNCIAS
Sem saber exatamente qual marca você quer comunicar para seu negócio? Busque inspirações, referências, nomes e exemplos que você admira. Não para copiar, mas para entender o que é prioridade para você, quais os seus valores e que caminho de fato te representa.

CONSULTORIA ESPONTÂNEA
Muitas vezes, seu melhor produto surge quando você se dispõe a ouvir, de verdade, seu cliente em potencial. O consumidor sabe o que quer consumir e, por isso, muitas vezes ele é seu melhor consultor!

MARCA PESSOAL
O branding pessoa física está longe, muito longe, de se limitar a uma questão física de aparência e estilo – embora tudo conte no placar final, claro! O que você fala, como fala, suas opiniões e sua presença online precisam ser coerentes com todo o resto. Lembre sempre que ações contam mais do que palavras na hora de comunicar uma marca.

NOTÍCIAS SOBRE OS WORKSHOPS AG BRANDING…
* Em São Paulo, a última edição do ano acontece neste sábado (25.10). Consegui, aos 45 do segundo tempo (!!!), algumas vagas extras na turma – que terá agora até 35 participantes – e as últimas estão disponíveis para incrições até amanhã (23.10). Mande seu e-mail para inc@alegarattoni.com.br e garanta uma delas!

* No Rio, estou reunindo indicações de lugares possíveis e, na próxima semana, vou em busca disso. Se tudo der certo, organizarei uma turma carioca no fim de novembro.

* Em 2015, novos temas e novas edições estão nos planos. Também vou adorar levar para mais cidades e estudo a possibilidade de disponibilizar a opção de transmissão online para quem está longe. Aguardem!

Imagem lastquest via photopin cc


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Branding no atendimento ao cliente

2 de julho de 2014

Quando se pesquisa sobre branding, muito se encontra sobre design branding. A um ponto em que muitas pessoas talvez liguem esta palavrinha apenas a questões estéticas de layout, logo, papelaria etc. Mas é muito, MUITO importante saber que uma estratégia de branding está acima e além disso: toda e qualquer comunicação – oral ou escrita, em imagens ou palavras – atende à necessidade de comunicar o que sua marca é. E se comunicar em tudo que faz é o verdadeiro ponto de partida quando se trata deste tema.

tópicos de branding

O foco do post de hoje é em torno do que um atendimento (bom ou ruim) pode passar de mensagem para o consciente e/ou subconsciente de seu cliente. Sim, é quase subliminar, mas uma demora na resposta, por exemplo, pode transparecer uma ideia de desorganização. Da mesma forma que a transparência máxima (com todas as informações ao alcance de uma pesquisa básica) no pré-venda passa segurança e a mensagem de que a empresa é confiável. Ainda que o cliente não tenha tais impressões em um nível consciente, pode ter certeza que tudo isso influenciará não só a compra, mas também a fidelidade e a recomendação futura para outros possíveis clientes – meta universal, né?!

#lovebranding

COERÊNCIA E CONSISTÊNCIA + FOCO
Sua empresa até pode, sim, vender suco de laranja, lençóis e batons sob uma mesma marca. Embora focar em um nicho específico facilite (e muito!), a diversidade não necessariamente é um problema. Mas tente, na medida do possível, linkar tudo isso de alguma forma, em uma comunicação única. E busque esse “algo em comum” capaz de linkar um lençol a um suco de laranja de modo a fazer dele a sua linha de divulgação, sua especialidade.

SEMPRE A POSTOS
Tem algo pior do que se sentir jogada às traças quando se tenta contato com uma empresa? Qualquer um acaba fugindo de marcas que parecem querer dificultar a venda – “se é assim no pré, imagina na necessidade de um pós” é a mensagem subliminar que se passa.

LIMITE DE EXPOSIÇÃO
Sites, blogs, instagram, Facebook, Pinterest… são infinitas as possibilidades de vitrines atuais (e abrir mão de algumas delas parece um erro gravíssimo à primeira vista). É verdade que uma maior variedade de mídias sociais tende a ajudar. DESDE QUE a empresa consiga atender a todas. Só tem uma coisa mais grave do que deixar de responder um cliente: deixar de responder um cliente em público na internet, sob os olhares de outros tantos clientes em potencial! O limite da sua exposição deve ser aquele que você dá conta de atender de verdade.

O QUE VOCÊ VENDE?
Pode parecer a coisa mais óbvia do mundo, mas nem todas as empresas deixam claro. Disponibilize seu cardápio completo, didático, explicado. Se for um produto ou serviço com preço fixo, mostre-o. Por favor, mostre o que você está vendendo, não faça o cliente ter que bancar o adivinho antes de decidir se tem ou não interesse. Para quem costuma esconder estas informações com medo do concorrente ter livre acesso a elas, uma dica: se um concorrente quiser conhecer seu cardápio, ele dará um jeito de fazê-lo e nada o impedirá!

TEMPO É EXCELÊNCIA
Se por anos e anos o ditado popular resumia que “tempo é dinheiro”, provavelmente nesta realidade 2.0 ele será editado para “tempo é excelência”. Agilidade nas respostas, agilidade nos pedidos, agilidade no objetivo de surpreender o cliente. Nada passa mais confiança e profissionalismo do que uma resposta em tempo real!

{imagens via Pinterest}


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Um pouco de branding para o seu business

15 de junho de 2014

“Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. Foi mais ou menos essa a sensação quando tirei uns dias para estudar branding – relendo textos meus e também de outras referências de livros e blogs internet adentro – e vi que, para quem escreve e dá consultoria sobre esse tema, eu andava papando mosca. Fiquei mais aliviada em ver que não é só comigo (esse post, de uma blogueira-consultora, fala exatamente sobre a mesma auto-deficiência e sobre como ela enxergou a necessidade de seu auto-rebranding) e percebi que, quanto mais mergulhadas estamos em um assunto, mais difícil pode ser aplicá-lo em causa própria. Enfim, enquanto acerto arestas por aqui, resolvi enumerar alguns pontos bacanas que podem ser úteis para todos, sejam donos de pequenos negócios, blogueiros ou simplesmente pessoas que têm nas mídias sociais um aval relevante de suas carreiras.

branding pequenos negócios

NÃO TEMA O REBRAND
Por “rebrand”, entenda uma espécie de reposicionamento de sua marca. Muita gente morre de medo de rasgar o papel e começar tudo de novo, outros tantos acham que experimentar e testar é coisa de inexperiente e há ainda quem pense que mudar de ideia é para os fracos. Eu, que cresci ouvindo da minha mãe que “só os tolos não mudam de ideia”, provo por A + B que é maravilhoso aprender com os erros e recomeçar. Como se fosse uma agenda branca do dia 1º de janeiro. Se você percebe que seu negócio, seu conceito ou até sua personalidade não combinam mais com o que você vem fazendo – e que provavelmente por isso o rendimento não é dos mais satisfatórios – sente e trace um plano de ação. Busque referências novas, incremente seu repertório, rasgue sem dó os rascunhos velhos e repense do zero. Mantenha o que ainda faz sentido, agregue o que passou a fazer sentido, ligue o liquidificador e boa sorte!

O TAL DO FOCO…
Branding, você leu aqui, é basicamente contar uma história. E uma história bem contada precisa de coerência, de sentido, de continuidade… de foco! Quando mais específica e bem-alinhavada for sua sinopse, maiores suas chances de sucesso. Ter vontade de vender para todos os públicos é compreensível; sentir desejo de fazer um monte de coisas diferentes, também! Mas, sim, é preciso focar ao máximo na hora de planejar, de traçar a estratégia, de montar a planilha, de pensar em público-alvo, assunto principal ou modelo de comunicação. Isso só vai te ajudar.

UM POUCO DE DESIGN BRANDING
Se puder investir nos serviços de um bom designer para criar seu padrão de imagens, faça! Um profissional vai além de questões estéticas e pode traduzir em fontes, cores e layouts exatamente a historinha que você quer contar com sua marca – a definição inicial de branding, lembra? Mas se ainda não tiver orçamento para isso, nada de se desesperar. Siga a ideia de “menos é mais”, aposte no simples e cuide você mesmo do primeiro beabá: criar um padrão, definir duas ou três fontes e duas ou três cores e se apegar a isso como uma regra inviolável é um ótimo ponto de partida. Links úteis? A definição (em inglês) de como criar um guia de estilo para seu blog (que serve também para sua marca, seu negócio ou qualquer outra finalidade estética), um site para pesquisar e baixar boas fontes gratuitas e meu lugar favorito para comprar algumas das minhas fontes mais exclusivasgasta-se um pouco, mas há a vantagem de garantir uma estética menos onipresente! Lembre-se sempre que um design branding bem feito é o que faz a gente saber que está lendo uma Vogue sem ao menos ver a capa, apenas por conta de tipografias e afins.

PADRONIZE
A questão do foco e da estética também entram na ideia da padronização – e ganharam tópicos exclusivos acima. Mas não é só aí que entra o padrão. Usar uma mesma definição curta e objetiva e uma mesma foto em todas as suas mídias sociais – e não trocá-la a cada nova boa selfie conquistada! – ajuda a fortalecer sua imagem, literalmente falando. No caso de ferramentas que pedem fotos de capa, como Twitter e Facebook, também vale apostar em uma única para todos. Por falar em padrão e em mídias sociais, leve a ideia da coerência também para elas. Não há vitória maior em termos de branding do que ter a marca – pessoal ou profissional – reconhecida apenas pelo estilo de escrita, de layout ou de foto.

imagem-base: blog.ahrefs.com


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