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Para marcas e produtores de conteúdo: por que você precisa de um programa de afiliados!

23 de fevereiro de 2017

Algumas práticas digitais ainda são extremamente sub-aproveitadas no Brasil. É o caso da newsletter, por aqui tão ligada ainda a uma mera prática de spam, e o caso dos programas de afiliados. Uma explicação breve e didática sobre eles: trata-se de uma espécie de plataforma que une influenciadores e empresas, de modo que a cada venda é gerada uma comissão percentual a ser paga a quem recomendou aquele produto ou serviço. Ou seja, você linka em seu blog um determinado livro, por exemplo, e a cada exemplar comprado por meio daquele link da sua recomendação receberá um valor x. Simples e um verdadeiro ganha-ganha, já que a empresa ganha ajuda na divulgação e o influenciador ganha um estímulo para compartilhar suas dicas espontâneas. Note como ninguém sai perdendo, já que ação e consequência é que ditam o valor a ser pago. Nos Estados Unidos, vale pontuar, tem muito blogueiro de nicho (com audiências nada estratosféricas!) ganhando valores que chegam a cinco e até seis dígitos mensais. Sim, dígitos em dólar.

programa de afiliados
imagem carrinho de moedas via Shutterstock

A edição de março da Vogue inglesa traz uma matéria sobre influenciadoras de moda que aponta este formato como um destaque comercial para todas elas. O texto (veja na imagem abaixo) explica como surgiu o RewardStyle, programa pioneiro na área e usado pelas principais blogueiras: Amber Venz Box trabalhava como personal stylist e tinha parte de seu faturamento proveniente de comissões nas compras de suas clientes quando resolveu lançar um blog para compartilhar as dicas. O que ela não previra é que o blog canibalizaria seus ganhos, já que as clientes encontravam ali as dicas e fechavam as vendas logo em seguida, online mesmo. Sem passar pelas lojas físicas, o processo de comissão não era registrado. Foi quando ela teve a ideia de levar para o digital o mesmo raciocínio dos percentuais pagos por recomendação. Bingo!

influenciadoras vogue inglesa
imagem reprodução Vogue UK | março/2017

Seja você um produtor de conteúdo, o programa de afiliados deve ser fortemente considerado como uma fonte passiva de renda – ele apenas gerará comissões em cima de conteúdo que você compartilharia de qualquer maneira e o seu resultado é que determinará seu faturamento. Acaba, assim, a chance do ROI negativo, que é quando o investimento de uma empresa em seu blog não dá retorno ao contratante – o que acaba sendo também prejudicial para sua marca pessoal. Mas se você é uma marca de produtos e/ou serviços, saiba que aderir a este formato é indispensável para sua comunicação, divulgação e até mesmo posicionamento. Empresas que estão preparadas para este atual universo digital largam na frente e recompensar quem pode servir de porta-voz de seu negócio faz com que ele tenha cada vez mais alcance de qualidade.


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A aula de branding das marcas de luxo na moda

16 de fevereiro de 2017

Pouco importa se o seu negócio é uma grande empresa, uma pequena lanchonete ou uma profissão liberal, as estratégias das marcas de luxo do mercado de moda podem te inspirar muito. Fortes exemplos de construção de identidade, elas precisam justificar os altos preços cobrados se distanciando ao máximo do conceito de commodity (a ideia é que você deseje a marca X e não a funcionalidade do produto vendido por ela). A grande chave para esta diferenciação? Prestação de serviço.

Mesmo para quem vende apenas produtos, é o serviço que fala mais alto. É o serviço que consegue agregar valor que não tem preço. É o serviço que torna único mesmo aquilo que todo mundo faz. Aquela espécie de aura mágica que justifica itens vendidos – e até disputados – por muitas cifras se baseia em cuidado, em atendimento e em criatividade.

Eis seis comportamentos das marcas de luxo que podem inspirar ações do seu negócio…

aula de branding das marcas de luxo
imagem Rodeo Drive via Shutterstock

HUMANIZE COM PERSONAGENS INSPIRADORES
O aspiracional tem perdido força e a loja que intimida não é mais uma atitude inteligente (sim, já foi no passado). Mas, ainda assim, o ser humano precisa de ícones para se espelhar. Buscar estas representantes é estratégia comum na moda, que usa celebridades, it girls e formadoras de opinião para vestirem suas peças e despertarem desejo de clientes.

FOQUE NO ATENDIMENTO IMPECÁVEL
Ultra-personalizado. Assim é o atendimento nas marcas de luxo, que por meio de eventos, lançamentos fechados e mimos para clientes fiéis faz com que todas se sintam especiais. Da forma e na escala que puder, busque oferecer este cuidado a quem consome seus produtos. Muitas vezes não é necessário nada revolucionário: uma resposta rápida já faz parte desta ideia.

CONHEÇA {DE VERDADE} SEU CLIENTE
Nos anos 90, a Daslu era um verdadeiro case de branding e sucesso na moda brasileira. A marca foi pioneira em ter programas de computador que registravam em um banco de dados todos os pedidos feitos. Com isso, se mapeava o perfil de compras de cada um, o que possibilita ações de marketing de relacionamento. Saiba para quem você vende e o que este comprador prioriza, gosta, valoriza.

BUSQUE OFERECER A EXPERIÊNCIA COMPLETA
Ainda sobre a Daslu dos anos 90: a loja era uma espécie de ponto de encontro, no qual as pessoas se encontravam, conversavam, tomavam um café e até… compravam! Ainda que hoje as pessoas tenham outra velocidade e que as compras online sejam uma realidade muito mais comum, é possível pensar na experiência de compra como um todo. E isso inclui fazer o cliente se sentir bem e à vontade, seja em um espaço físico ou na navegação no site.

AHHH, A GENTILEZA!
Fiéis compradoras recebem cartões de agradecimento, presentes no aniversário (presente mesmo! desconto não entra nesta exemplo, já que ele também pode ser visto como uma chamada para “gastar 90%”!) e convites especiais. Este trabalho corpo-a-corpo prestigia quem te prestigia – e quem não gosta de se sentir especial?!

O ESTOQUE IDEAL
Claro que este conceito não se aplicará exatamente a todos os mercados ou modelos de negócio, mas marcas de luxo costumam ter grande variedade e quantidade reduzida por peças. Além de garantir mais exclusividade a quem consome, a estratégia estimula novas visitas e novas compras. Aí, vale lembrar da aplicação da Lei de Pareto, o princípio 80/20: 80% de seu faturamento virá de 20% de seus clientes.


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Como contratar influenciadores reais para sua marca

2 de fevereiro de 2017

O papel dos influenciadores digitais é, em 2017, conhecido e reconhecido. Donos de marcas já entendem a importância desta mídia tão nova, mas, ao mesmo tempo, tão certeira na hora de divulgar suas empresas e produtos. Mas quem vê número de seguidores não (necessariamente) vê engajamento real e é aí que mora o perigo! Para que uma ação tenha resultado – em vendas ou em conhecimento de marca – é preciso ter em mente que nem todos os números são de fato reais. Como contratar influenciadores sem errar nem ter efeitos aquém do esperado?

como contratar influenciadores

Nos workshops AG Branding para Blogueiros, é sempre explicada a importância de ter seguidores reais, em números que crescem organicamente. A tentação de colecionar muitos Ks existe e está por toda parte; abrir mão das inúmeras “propostas irrecusáveis” de aumentar seu alcance às vezes te faz parecer o único que vai ficar para trás em relação a seus concorrentes.

followers

Perfis de todos os tipos do instagram recebem estas propostas semanalmente; os nomes dos vendedores foram apagados para não compartilhar suas identidades, pois se há a demanda não há como culpar a oferta – e cada um tem livre arbítrio para decidir o que julga melhor para suas compras e vendas (o post NÃO faz um julgamento de valor, apenas expõe o funcionamento digital para ajudar a quem precisa tomar decisões e medir expectativas de resultados!).

Hoje há, inclusive, muitas empresas que maquiam a venda de seguidores chamando de “divulgação de perfil” ou prometendo “seguidores reais” e existem casos de pessoas que compram sem nem saber que estavam fazendo algo errado. Mas se você, influenciador, caiu nessa, a recomendação é que até recomece do zero. Programinhas que aumentam números, pacotes de likes e esquemas de follow-unfollow já são claramente identificados por quem é da área e sua marca acaba ficando prejudicada. O único crescimento autêntico é o orgânico. Mas o post hoje é voltado para as marcas que desejam contratar influenciadores – e em como elas podem identificar números irreais*.

* Por números irreais, entenda que existem perfis fake criados apenas para inflar números de contas. São geralmente criados de forma automática e não há, então, pessoas por trás deles. São apenas números – e números não curtem, não comentam, não consomem. Por essa razão, se diz que são irreais, já que não representam um alcance real!

PROPORÇÃO SEGUIDORES X ENGAJAMENTO
A primeira maneira de identificar seguidores era observando a proporção entre eles e o número de likes em cada foto. A média mínima é de 1% de engajamento – o que significa que uma conta com 10k terá cerca de 100 likes por imagem postada. Há variações: claro que algumas imagens podem não alcançar essa média, mas elas serão uma exceção e não uma regra – da mesma forma que outras postagens poderão ter engajamento proporcional bem acima do 1% mínimo. Este é o primeiro ponto ao se analisar um perfil.

OS PACOTES DE LIKES (VAZIOS)
Como a relação seguidores X likes se tornou conhecida, o próximo passo das empresas de “assessoria para instagram” foi incluir pacotes de likes em seus produtos automatizados. Sim, isso signfica que a cada foto postada há a garantia de curtidas mínimas. Esse pacote é facilmente notado quando você clica na lista dos perfis que curtiram: muitos estrangeiros, vários com @s em códigos, todos visivelmente nomes que não fariam parte do grupo de interessados reais naquela postagem (pela descrição, pode parecer algo subjetivo, mas é bem fácil de identificar). Em boa parte das vezes, o pacote de curtidas sobe de uma só vez, fazendo com que perfis não tão grandes acumulem em minutos algumas centenas de likes – o que seria incompatível organicamente. Engajamento hoje deve observar comentários (embora infelizmente até estes já estejam disponíveis para venda e/ou esquema de trocas em grupos).

pacotes de likes

FOLLOW-UNFOLLOW
Uma técnica bastante usada por programas que automatizam os números é seguir milhares (literalmente) de perfis, geralmente na madrugada, para conseguir a contrapartida – o famoso “segue de volta”. Por isso, vale observar se a lista de contas seguidas acumula muitas dezenas de milhares de perfis e/ou se segue muitas pessoas como as citadas na imagem acima, sem nenhuma ligação aparente com o interesse real da @. Outra maneira fácil de identificar é a variação constante: numa noite o perfil segue 500 contas; na manhã seguinte está seguindo 3k; mais adiante, retorna a seguir 1k. Toda e qualquer variação que parece impossível de ser feita por um humano geralmente é efeito de automatização.

seguindo
que tal seguir 212k perfis?!

INFLUENCIADORES DE NICHO
Por fim, um tópico que não tem ligação com os esquemas de números automatizados, mas que também deve ser levado em conta pelas empresas ao escolher representantes digitais: um perfil de 5k pode dar muito mais resultado que um de 500k em alguns casos. Como?! Imagine que o anunciante é um pet shop do bairro X. O perfil de 5k tem conteúdo voltado apenas para dicas daquela região, enquanto que o de 500k fala de assuntos que o trazem seguidores espalhados por todo o Brasil. Dessa forma, entende-se que 100% da audiência do perfil 5k é formada por consumidores em potencial do tal pet shop, porcentagem infinitamente superior a do perfil 500k. Principalmente se sua empresa é de nicho – por região, por mercado, por público-alvo – e pequena/média, isso deve ser levado em conta!

Mais uma vez vale resssaltar que este post não faz julgamento a quem opta por comprar – ou vender – números. Todos os negócios existem porque há demanda e oferta e o mercado é verdadeiro culpado, pois induziu a isso quando passou a medir influenciadores meramente por seu número exibido de seguidores. O foco deste texto é ajudar a empresas menores, que nem sempre conhecem os mecanismos digitais, a investirem em parcerias que de fato venham a trazer os resultados esperados.


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